segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Meu nome é trabalho!




Desque que assumi a nova empreitada (Basetec), sabia que no início a dedicação teria que ser total, ao ponto de ter que abdicar de ter um lar para ter vários. Vivo em hotéis, aeroportos e estradas, sempre tentando ser o mais compacto possível.
Vivo agora no programa "meu carro minha casa" e nele tem de tudo, desde violão, até comando de máquina perfuratriz, uniformes de trabalho, EPI's, plantas (não vegetais :)), relatórios, notas fiscais, moedas, garrafas (muitas garrafas), duas malas, três pranchas, chimarrão, enfim...
E assim, neste início que parace não ter fim, tento ser onipresente e onipotente. Preciso estar o dia todo na obra, mas também fazer o trabalho de escritório. Fora a parte comercial, que me envolvo muito pouco (e somente no pós-venda), faço de tudo.
São centenas de kilometros de estrada todo dia, horas no carro e também no telefone, torrando os neurônios. Começa a tocar, diariamente, no máximo 7:30 da manhã, horário que eu já devo estar acordado, de café tomado e pronto para apagar o próximo incêndio.
Mas o foco é esse, então sigo, como um cavalo de corrida com suas "tapas" vedando a visão de qualquer outro objetivo.
Pensando bem, solteiro, sem esposa ou filhos, acho que dedicação total ao trabalho é um bom valor para o ser humano. E pode também ser surpreendentemente gratificante, principalmente quando se trabalha em SC.
Desde sábado passado, dia 20 de agosto (aniversário do Viscerália) um mega swell potente de sul fez com que as temperaturas despencassem e o mar subisse. Não que estivesse pequeno, afinal faz tempo que não vejo baixar de meio metro. Mas agora subiu mesmo.
Hoje, em mais uma das idas e vindas, desta vez a Itapema para verificar o arrasamento das estacas de um cliente e já me reunir com ele, resolvi conferir a praia do Mariscal, que fica a 25 minutos de carro da minha obra.



Basta ver as fotos para se ter uma idéia do que peguei. Na série, vinham umas três bombas de "2 metrão prá mais", simplesmente perfeitas. Estilo o mar que peguei em Pavones. Um pouco menor talvez mas com aquela mesma pressão, mesmo tipo de onda.
O que não se vê na foto (tirada do morro que vai para 4 ilhas - desculpe a qualidade) é que para chegar lá não foi nada fácil. O frio intenso, o long molhado e gelado, parecendo que tinha sido recém tirado do freezer, a sunga molhada (frozen balls), a chuva, o chão gelado, ooofff.
Eu tinha pouco tempo então não pude me aquecer ou alongar muito, coisa que sempre faço. A remadeira foi intensa e cada espuma daquelas me arrastava por kilometros. Braçadas de urso. Peguei 3 ondas em mais ou menos uma hora, entre colocar roupa, entrar lááá atrás na arrebentação e sair. Tomei vários "sacodes" que mexeram em cada osso do meu corpo. Agora, de noite, só resta a capa do Batman, mais nada.
Se todo dia eu tivesse uma hora como essa, não me importaria nem um pouco em trabalhar todas outras 23.
Meu nome é trabalho!


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